Leonardo Queiroz atua como trust & estate planner em São Paulo, Brazil, com Atlantic Sterling Group. This profile serves affluent and high-intent audi…
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Trust & Estate Planner · Atlantic Sterling Group
Leonardo Queiroz is a Trust & Estate Planner · Atlantic Sterling Group based in São Paulo, Brazil. Recent signal: Trust & Estate Planner · Atlantic Sterling Group. Recruiter fit is 91%. Strong keywords: leonardo, queiroz, Atlantic Sterling Group.
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Cedo mentorei firme no auditório ☕
Quando um cliente me chama para falar de imóveis, quase nunca é sobre o imóvel em si. É sobre o que aquele endereço representa para a família — e o que ele significa para o patrimônio daqui a vinte anos. Atendo famílias de alto valor em São Paulo, e percebo um padrão: a decisão de compra de um imóvel de luxo raramente é puramente financeira. Há sempre uma camada de história pessoal, de projeto de vida, de legado. E é exatamente aí que o trabalho de trust & estate planning começa — antes da assinatura do contrato, não depois. Nesta semana, um cliente me trouxe um caso clássico. Ele estava prestes a adquirir um apartamento em um dos bairros mais valorizados da cidade. O corretor falava em localização, metragem, acabamento. O cliente, porém, estava preocupado com algo que ninguém mencionava: como aquela compra se encaixaria na estrutura de sucessão que ele vinha desenhando há anos. A pergunta certa não era "quanto vale?", mas "como isso se comporta juridicamente?" O imóvel como ferramenta de planejamento Um imóvel de alto padrão não é apenas um ativo. É um instrumento de governança familiar, de proteção patrimonial e de continuidade de negócios. Quando bem estruturado, ele pode: Evitar conflitos sucessórios entre herdeiros, especialmente quando há sócios ou filhos de casamentos anteriores; Reduzir a carga tributária na transmissão, se a titularidade for planejada com antecedência; Garantir liquidez para a família em momentos de necessidade, sem venda forçada; Proteger o bem de riscos pessoais ou empresariais do titular. Mas nada disso acontece por acaso. Depende de decisões tomadas antes da compra, com visão de longo prazo. O erro que vejo com mais frequência A maioria das pessoas adquire imóveis no nome individual, sem considerar a estrutura societária, o regime de bens ou a existência de outros ativos. Depois, quando o planejamento sucessório é iniciado, descobre-se que a transferência será cara, lenta ou litigiosa. O momento de pensar nisso é antes de assinar a promessa de compra e venda. É quando ainda há flexibilidade para definir a melhor titularidade, o melhor veículo (se pessoa física, holding familiar ou fundo) e a melhor estratégia de doação ou usufruto. O papel da confiança Em um mercado como o de São Paulo, onde imóveis de luxo circulam muitas vezes fora do mercado aberto, a confiança é o ativo mais valioso. O comprador precisa confiar no corretor, no advogado e no planejador. Mas, acima de tudo, precisa confiar em si mesmo — na decisão de estruturar o patrimônio de forma madura, sem pressa e sem vaidade. É por isso que eu vejo meu trabalho como um exercício de escuta. Antes de falar de cláusulas contratuais, preciso entender a história da família, os planos para os filhos, os medos em relação ao futuro. Só então o papel — o contrato, a escritura, o testamento — ganha sentido. Se você está pensando em adquirir um imóvel de alto valor, ou já possui um e nunca revisitou a estrutura de titularidade, vale a pena conversar com um profissional de confiança. O momento certo não é quando surge um problema, mas quando você ainda tem tempo de evitar que ele exista. Planejamento não é burocracia. É liberdade.